Criado em março de 1999, o Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo, denominado BIOTA/FAPESP: O Instituto Virtual da Biodiversidade, é o resultado da articulação da comunidade científica do Estado de São Paulo em torno das premissas preconizadas pela Convenção sobre a Diversidade Biológica/CDB. Consequentemente utiliza o conceito de diversidade biológica e segue os três princípios fundamentais da CDB: conservação, uso sustentável e repartição justa e eqüitativa dos benefícios. Em 2009 a FAPESP renovou o apoio ao Programa, aprovando seu plano de metas e objetivos para 2020.

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MEIOS e PRODUTOS do PROGRAMA  
 
  • Consolidação da infraestrutura de coleções e acervos em museus, herbários, jardins botânicos, zoológicos, bancos de germoplasma etc., equiparando-os a padrões internacionais quanto a tamanho de acervo; qualidade da manutenção e organização; informatização; curadoria; realização de exposições; divulgação e produção de publicações; designação de pelo menos uma coleção de referência para cada grupo de organismos.

  • Informatização de todos os acervos e coleções científicas do Estado, e estabelecimento de uma rede de informação em biodiversidade entre todas as instituições envolvidas com a pesquisa e conservação de biodiversidade no Estado.

  • Adequação e disponibilização de bases cartográficas e imagens para subsidiar pesquisas em biodiversidade.

  • Consolidação da infraestrutura e serviços de apoio para pesquisa das Unidades de Conservação.

  • Dotar as Unidades de Conservação do Estado do conhecimento sobre a biodiversidade necessário para seu manejo adequado.

  • Produção e divulgação de check-lists de toda a biota conhecida do Estado.

  • Produção de chaves de identificação, catálogos e monografias de revisão, e sua publicação impressa e / ou eletrônica para os grupos taxonômicos melhor conhecidos.

  • Avaliação da representatividade das Unidades de Conservação existentes no Estado e identificação de áreas prioritárias para a ampliação ou o estabelecimento de novas Unidades de Conservação.

  • Desenvolvimento de inventários e estudos para preencher lacunas de conhecimento, taxonômicas e geográficas, sobre a diversidade biológica do Estado.

  • Desenvolvimento de projetos de pesquisa para o entendimento da organização espacial e temporal da diversidade biológica, e dos processos que afetam sua manutenção.

  • Desenvolvimento de estudos comparativos e retrospectivos para estimar perdas de biodiversidade no Estado, tanto de espécies como de habitats e ecossistemas.

  • Desenvolvimento de projetos especiais sobre problemas ostensivos que afetam a conservação da biodiversidade no Estado, tais como os efeitos e consequências da fragmentação ambiental sobre a biodiversidade.

  • Desenvolvimento de projetos experimentais e comparativos sobre impacto ambiental, tais como estudos no padrão antes e depois, controle e impacto; utilizando-os para monitorar as consequências de obras e projetos ambientais e para estabelecer padrões de referência para avaliação de impacto ambiental no tocante à diversidade biológica.

  • Desenvolvimento de projetos piloto de bioprospecção, de maneira integrada com outros programas com interesses semelhantes ou correlatos.

  • Desenvolvimento de padrões, rotinas e infraestrutura para atender a demandas de depósito legal.

  • Estimular o aumento do número de taxonomistas no Estado de acordo com a extensão da biota do Estado e com a crescente demanda de serviços.

  • Formação de recursos humanos - nível médio e superior - em áreas básicas para subsidiar o estudo da biodiversidade.

  • Incentivo ao desenvolvimento de profissionais em novas áreas de conhecimento ou em novas interfaces, tais como bioinformática ou como a aplicação de sistemas geográficos de informação à biologia.

  • Promoção de cursos especiais intensivos em taxonomia; em métodos de coleta e inventários; em métodos de análise, etc.

  • Aumento do número e adequação da duração de bolsas, especialmente as de apoio técnico, de recém-doutor e de jovem pesquisador, conforme a demanda específica do programa.

  • Aumento do contingente de profissionais contratados em todos os níveis nos órgãos de pesquisa e ensino e Unidades de Conservação.

  • Firmar acordos e compromissos institucionais que garantam o engajamento e a continuidade de projetos de pesquisa, organização e manutenção de acervos.

  • Criação, montagem e apresentação de exposições didáticas sobre biodiversidade.    * Produção de materiais de divulgação e apoio ao ensino, tais como guias de campo e guias de identificação.

 

 
 
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